quarta-feira, 18 de junho de 2008

Diamante de Gould

Ave originária da Austrália, considerada a jóia das aves australianas por John Gould que lhe deu esse nome em honra da sua mulher Elisabeth pela sua dedicação a ilustrar aves e por o acompanhar nas suas explorações.
Ave da classe dos Estrilideos e portadora de uma variedade morfológica única. Considerada em perigo na natureza por existirem apenas cerca de 250 adultos, esta espécie foi alvo de um intenso trabalho para a sua conservação, tendo sido criados locais para a sua reprodução em cativeiro.
Criação
A sua criação em cativeiro pode ser feita em colónias ou gaiolas individuais. Em aviário a ave tem espaço para voar e manter-se em forma, é mais difícil controlar a base genética das aves e tem de se ter atenção ao número de indivíduos para evitar sobre-população e situações de stress que nestas aves é muito prejudicial. Tem de se ter em conta a temperatura ambiente pois em sítios frios, abaixo dos 10º, tem de se criar um abrigo para as aves se protegerem do frio. O diamante de Gould gosta de apanhar banhos de sol pela manhã durante uma hora ou mais e só depois se alimenta. Gosta de se banhar com água da chuva pelo que é curioso vê-los com o bico a apontar para o céu quando está prestes a chover.
Na criação em gaiolas necessita de espaço suficiente para que a ave se sinta bem, com um poleiro, 10mm diâmetro, em cada extremidade para proporcionar algum exercício em voo e onde não deve faltar casca de choco, água limpa, semente, papa e grit. Uma temperatura ambiente mínima de 12 graus e luz artificial de espectro solar durante cerca de 15 horas e uma humidade entre 55 a 70% são essenciais para bons resultados.
Nutrição
Proteínas – vitais para o crescimento, músculos, olhos pelem penas e sistema nervoso. Encontram-se em sementes germinadas e sementes oleosas.
Minerais – essenciais numa boa dieta, o cálcio essencial para postura e junto com o Fósforo para uma boa formação óssea, iodo, zinco, sódio e cloro devem estar sempre presentes. O grit fornece alguns deles e é essencial no funcionamento do aparelho digestivo, carvão vegetal e casca de ovo.
Vitaminas – essenciais em pequenas quantidades, vitamina A estimula apetite, aumenta resistência a infecções e ajuda digestão, a sua deficiência leva a esterilidade, crescimento retardado e cegueira, aves pálidas emboladas. A vitamina B ajuda na recuperação em aves doentes e reduz o stress. Vitaminas A, D e E estimulam e restauram o metabolismo após doença. Deve-se dar um suplemento vitamínico na água uma vez por semana.
Hidratos de carbono – fonte de energia primaria das aves ajudando a manter temperatura corporal e energia do dia-a-dia.
Ciclos de Nutrição
Muda – período crítico das jovens aves pois renovam totalmente as penas, necessitam de proteína e energia extra, aumento da percentagem de alpista na comida, sementes germinadas e papa de ovo. Este suplemento extra deve terminar assim que a ave esteja com a muda completa pois estas podem ficar obesas e morrer. Exercício e verdura, endívias, espinafres.
Manutenção – mistura de sementes, casca de choco e grit, vitaminas duas vezes por semana, verdura.
Preparação para criação – deve iniciar-se 6 semanas antes da criação, fornecendo gradualmente alimento para estimular a criação, sementes germinadas, Níger, sementes de alface e relva, papa de ovo, espigas de milho painço.
Criação – a dieta deve conter hidratos e carbono suficientes para suportar a actividade a que as aves estão sujeitas, bem como proteínas para suportar a produção de ovos nas fêmeas e crescimento das crias. Aumenta o consumo de milho-alvo e deve-se fornecer verdura, endívia, sementes germinadas, papa de ovo.
Agua – fornecer agua limpa diariamente.
CRIAÇÃO
Começa quando os machos passam muito tempo a cantar e os seus bicos ficam branco pérola, as fêmeas saltitam de poleiro em poleiro agachando-se e o seu bico escurece.
O facto de as aves escolherem o seu par aumenta em muito o sucesso de criação, sendo a fêmea a escolher o macho. Este inicia a sua corte saltitando num ramo e depois baixando a cabeça ao nível das patas e abanando-a para os lados, sempre com as penas eriçadas para chamar atenção para as suas cores vivas. Repete este ritual várias vezes durante a corte à fêmea que se não estiver interessada afasta-se. A cópula realiza-se no interior do ninho. A luz nesta altura é essencial pois realça a cor das aves.
A preparação do ninho consiste na escolha do ninho, com uma câmara mais profunda, sendo o macho a fazer o ninho, observado de perto pela fêmea que só entra no ninho depois deste estar terminado, passando os dois mais tempo no seu interior a medida que se aproxima o início da postura. Dependendo do ciclo de criação, passados 10 a 15 dias tem inicio a postura, pela manhã, e varia entre 4 a 7 ovos. Depois de colocado o 3º ovo tem início o choco, repartido pelos dois durante o dia e só pela fêmea à noite. Após o 5º dia já é possível observar quais os ovos férteis. Ao fim de 14 dias nascem as crias, sendo os restos dos ovos comidos pelos pais. As crias são alimentadas por ambos os pais. Algumas aves deitam os filhos fora do ninho devido a alimentação insuficiente, má condição reprodutora e ciclo reprodutor desfasado entre macho e fêmea. As crias saem do ninho cerca de 24 a 26 dias após o nascimento e raramente regressam ao ninho passando a noite encostadas num canto ou num ramo, tornam-se auto-suficientes cerca de 15 dias depois, nessa altura os pais recomeçam os preparativos para uma nova ninhada. Nessa altura as crias dever ser retiradas para uma voadora para ai iniciarem a muda. A muda tem início cerca das 6 a 8 semanas de idade e é um processo que dura de 4 a 6 meses. As aves requerem uma dieta rica em proteína, papa de ovo, sementes germinadas. As primeiras penas coloridas a aparecer são as do abdómen e em seguida as do rabo, o peito começa a mudar ao mesmo tempo da cabeça e as das costas são as ultimas. Algumas aves fica com muda incompleta durante o ano mas na próxima época já fazem muda completa. É uma época bastante stressante para as aves ficando frágeis e sensíveis a doenças. Nesta altura muitas aves juvenis morrem…
MUTAÇÕES
Podem separar-se em 2 grupos, normais e mutações.
Os normais são mais resistentes e prolíferos, devendo esta selecção de aves ser feita pelos criadores.
As mutações são mais frágeis mas com melhoramentos a nível de linhagem acabam também por ficar mais resistentes sendo a mutação Azul a que requer mais cuidado por ser mais sensível a doenças de foro intestinal. Nas mutações existe maior probabilidade de morte das crias desde a nascença ate adulto, existindo criadores que colocam as aves no exterior para receberem luz solar directa, ar puro e mais espaço de voo de modo a tornar as aves mais robustas.
Sempre foi e será um dos objectivos dos criadores produzir aves com mutações puras, não sendo fácil pois requer consanguinidades que enfraquecem e diminuem o tamanho das aves bem como de todos os problemas inerentes. Mesmo o próprio ciclo de criação é mais difícil nas mutações que nos normais, sendo difícil de explicar porquê mas terá a ver com o facto de as fêmeas escolherem os machos com mais vigor, aspecto físico da plumagem, sendo que só os melhores procriarão.
Nem sempre o cruzamento entre duas aves gera boas aves, pois a variação genética pode afectar algumas crias, sendo essa uma das razoes de existirem mutações fora do comum. O ideal para produzir mutações fortes é cruzar uma mutação com normal portador dessa mutação.
Cabeça
Existem três cores de cabeça, vermelha, preta e laranja. Acasalar aves com diferentes cores de cabeça só deve ser feito para melhorar a qualidade da ave unicamente. Se por exemplo todas as aves de cabeça laranja nascidas forem pequenas ou pouco férteis devem-se cruzar com aves de outras cores de cabeça para corrigir esse problema.
E mutação cabeça vermelha é dominante relativa ao sexo tendo a extremidade do bico vermelha, cabeça preta é recessiva ligada ao sexo e a extremidade do bico pode ser vermelha ou laranja sendo esta ultima indicador de que a ave é portadora de cabeça laranja que é autossomica recessiva. Com extremidade do bico laranja.
Uma das grandes atracções na criação destas aves é a expectativa, de cor sairão as crias? Existem tabelas de percentagem de cor entre vários acasalamentos mas nunca são 100% fiáveis dando uma ideia de que com o cruzamento entre duas aves poderá produzir mais aves de uma cor que outra.
Corpo
Mutação azul
Toda a plumagem verde da ave é substituída por azul e o amarelo por branco. A cabeça vermelha e laranja são substituídas por um tom rosa escuro sem brilho, a cabeça preta mantém-se.
Pastel ou 1ª diluição
Todas as aves são machos. Mutação co-dominante ligada ao sexo. Observa-se uma diluição do preto do queixo que passa a cinza bem como a cabeça preta e as costas que ficam mais claras bem como a linha azul em redor da cabeça nos verdes. Aves de peito branco as costas ficam amarelas. Nos azuis existe uma diluição do azul ficando com tons de cinzento claro.
Amarelos
AS aves de cabeça preta tem cabeça branca, sendo que as crias são muito claras no ninho e quase brancas quando saem. Toda a ave fica amarela, sem mais cor nenhuma no corpo.
Peito
Existem três cores, roxo, branco e lilás.
O peito branco é uma cor recessiva, é necessário a ave ser portadora dessa cor para ela se revelar ao acasalar com outra de peito branco ou duas aves portadoras.
O peito lilás surge no cruzamento de peito branco com portador de peito branco. E recessiva para com o roxo mas dominante para o branco devendo ter-se cuidado pois pode manchar o branco e uma ave de peito lilás pode ser portadora do gene e não o mostra.
Mutações, genética e genes
Cabeça e pescoço
Os Diamantes de Gould tem 3 cores primárias de cabeça em que duas são selvagens, sendo a vermelha a mais comum. Por baixo do bico existe um pequeno “babete” preto bem como um pequeno traço em redor da cabeça. No pescoço um colar azul em redor da cabeça a seguir ao preto.
Costas e asas
Consideradas em verdadeiro verde, na cor selvagem.
Rabo e cauda
Em azul, igual ao do colar em redor do pescoço, as duas penas mais longas são pretas assim como por baixo das asas. Por baixo do rabo as penas são uma extensão da cor do abdómen. O azul do colar do pescoço, rabo e cobertura da cauda são tudo extensões das costas e penas das asas que devido a uma falta de pigmentação transforma o verde em azul.
Peito
Tem uma cor única entre as aves sendo de um roxo brilhante sendo a sue estruturam semelhante as regiões azuis da plumagem.
Barriga
Estende-se até a zona por baixo do rabo, sendo a cor amarelo desvanecendo-se a medida que se aproxima do rabo. Algumas aves tem uma linha vermelha a separar o roxo do peito do amarelo denominada “linha de fusão”.
MUTAÇÕES
Cor da cabeça
Mutação selvagem é a de cabeça vermelha. Existem 2 mutações que alteram a cor da cabeça, a mutação preta e a laranja, sendo apenas a preta uma verdadeira mutação. Outras cores são vistas mas são resultado de combinação de mutações e efeitos dessas mesmas mutações.
Cabeça preta
Mutação natural que ultrapassa a selvagem cabeça vermelha em estado selvagem, substituindo o vermelho da cabeça por preto. Mutação recessiva ligada ao sexo.
Cabeça laranja
Mutação natural que ocorre também em outras aves, mandarim bico laranja, estrela cabeça laranja, etc. Nas aves azuis transforma-se em rosa/bege. Mutação autossomica recessiva, sendo que a mutação cabeça preta tapa por completo o laranja mas não altera o gene laranja que se revela na ponta laranja do bico.
Cor do corpo
Azul
A mutação azul é comum e está distribuída mundialmente. O azul é divido a perda de pigmentação amarela sendo uma mutação autossomica recessiva. Todos os amarelos e vermelhos da ave foram perdidos sendo que a cabeça fica rosa/bege e o corpo azul sendo que o pescoço, rabo e cauda flúem-se com as costas e asas e o azul não é interrompido. A barriga é branca e o peito não sofre qualquer alteração.
Verde-mar
Começa a surgir mas não muito comum. A ave perdeu parte da pigmentação amarela mas não totalmente. Mutação autossomica recessiva. Acasalamento de uma ave verde-mar com azul as crias deverão ser de uma cor entre as duas mutações e não verde portador das duas. Alterações a nível da barriga em que se torna mais clara, e a cor/brilho da cabeça reduzida no vermelho e no laranja.
Pastel
Única mutação dominante ligada ao sexo co-dominante estabelecida. A mutação dominante ligada ao sexo actua sobre uma única pigmentação transformando o preto em cinza e sendo co-dominante o macho de um factor tem um gene selvagem para aumentar a pigmentação e o macho de 2 factores bloqueia o negro por completo, sendo que só existem fêmeas de 2 factores pois tal como o macho não possuem o gene selvagem que aumenta a pigmentação não possuindo qualquer negro que passou a branco, assim como as áreas verdes e amarelas que são clareadas para amarelo e depois branco. O peito não é afectado assim como a barriga.
Cabeça preta passa a cinza nos machos de um factor e a branco nas fêmeas e machos 2 factores, de resto a plumagem mantém-se para a cabeça vermelha. Combinado com azul a situação é idêntica, passando o azul a ficar mais claro e na segunda diluição quase branco.
Costas diluídas
Mutação pouco comum fora da Austrália, sendo a ave similar mas mais diluída que o macho de um factor, ou seja, igual na coloração mas com as costas mais diluídas, sendo que geneticamente se trata de uma mutação autossomica recessiva. Cores diluídas no corpo e marcas sem efeito sobre a cor do peito ou da barriga e cabeça, sendo que as marcas do pescoço e penas da cauda passem a cinza claro e o verde é reduzido significativamente. Não se trata de um verdadeiro diluído pois nasce com olhos vermelhos e ficam negro em adulto, tratando-se de albino não diluído.
Amarelo
Mutação autossomica recessiva que bloqueia a produção de cor resultando em aves parecidas com pastel peito branco. As marcas negras transformam-se um branco, o amarelo da barriga e o vermelho da cabeça permanecem inalterados enquanto a restante cor é diluída. Esta mutação só deve ser combinada com cabeça preta, laranja e mutação azul. A cabeça preta passa a branco, a cabeça laranja permanece inalterada e com Azul resulta numa ave quase branca.
Peito branco
Mutação autossomica recessiva e talvez a mais comum a seguir as selvagens. O peito é branco em vez e roxo e não se verificam outras aliterações excepto se cruzado com Pastel e Costas diluídas. Com pastel a plumagem aproxima-se do amarelo.
Peito lilás
Mutação autossomica recessiva sendo parte do gene peito branco pois torna o roxo mais claro.
Mutações raras
Mutações encontradas em pequeno numero e não existindo ainda um padrão definido para cada uma delas. São: peito azul, cinnamon, fallow, lutino, factor negro, “lima”, turquesa, diluído, factor cinza, asa branca.
COMBINAÇÕES DE COR
Também chamadas de mutações secundárias, são mutações em que o gene mutante foi alterado uma segunda vez. A produção de combinações de cor é importante pois alarga o leque de cores. Se considerarmos que 2 mutações podem produzir determinada combinação é melhor considerar quais os elementos de pigmentação que irão ser alterados por cada mutação, pois cada uma actua de modo diferente, tipo o Azul com o Pastel. Se diferentes componentes são afectados então uma nova cor é produzida, uma mutação pode mascarar a outra. Azul cabeça vermelha e azul cabeça laranja são indistinguíveis visualmente, apenas pelo tom da ponta do bico que numa delas é mais escuro. O gene Azul tapa o gene cabeça laranja .
COMBINAÇÕES PEITO BRANCO
Actua sobre o preto, tornando a ave mais clara, o preto fica mais acinzentado, assim como no pastel, tornando a ave mais amarela. O negro é reduzido em 50% nos normais, tormando a ave com uma cor mais viva.
SAUDE E DOENÇAS
Elementos essenciais ao Diamante de Gould:
- Boa condição física com desparasitação e controle de doenças
- Nutrição equilibrada
- Agua e comida limpas
- Higiene das instalações
- Evitar alojamento com outras espécies
- Evitar sobrepovoamento
- Luz solar directa
- Protecção do frio
- Época de acasalamento definida
- Perceber a “condição de criação” e os seus efeitos na criação
- Espaço apropriado para muda
- Evitar reprodução em épocas frias
- Privacidade.
Existe o mito que são aves mais frágeis que as outras da mesma família mas são aves que alojadas convenientemente são tão robustas quanto as outras, requerendo no entanto cuidados especiais e conhecimento do ciclo reprodutivo e das condições ideias para reprodução. Algumas mutações são mais susceptíveis a adoecer, requerendo cuidados adicionais, instalações aquecidas, luz artificial e cuidados extra.
COMPORTAMENTO NATURAL E SAÚDE
São aves tímidas em estado selvagem sendo os últimos a ir beber água de manha e ao anoitecer, preferindo a companhia dos da sua espécie, também em cativeiro.
Em cativeiro o casal é protector do seu ninho e precisa de espaço sem ser perturbado na criação, comportamento agressivo é um sinal de domínio, vitalidade e boa saúde, podendo no entanto ser necessário remover as aves mais agressivas. Viveiros abertos são ideais em ambientes quentes.
SUSCEPTIBILIDADE A DOENÇAS
No estado selvagem são mais resistentes e adaptam-se ao meio, em cativeiro são obrigados a suportar o ambiente imposto. Os casais que criam pela primeira vez são mais sensíveis que aqueles que se reproduziram em mais anos. Os machos são mais sensíveis no inicio da criação, e os da primeira vez especialmente, as bactérias. As fêmeas na sua primeira criação sofrem devido à postura, sendo nessa altura essencial uma boa alimentação e controlo de doenças. O problema encontrado nas aves na primeira criação pode ser minimizado com programas nutricionais equilibrados introduzidos em aves juvenis e especialmente em muda e preparação para criação. Uma correcta politica de criação e selecção de aves deve ser adoptada. As primeiras aves a completar muda devem ser escolhidas pois são aquelas que se apresentam mais fortes.
PERIODOS CRITICOS NA SAUDE DOS GOULDS
A crescente incidência de doenças em certas épocas pode ser explicada pelo distúrbio do seu ciclo natural de reprodução. Ocorrem durante os períodos críticos em estados fisiológicos em aves novas e adultas. As crias são mais vulneráveis nos seguintes estados:
Crias
No ninho, sair do ovo requer esforço extra, após 12 dias os pais deixam de aquecer os filhos no ninho e como nessa altura as crias ainda não geram calor para elas próprias sobreviverem, permanecem encostadas umas as outras para aproveitar e manter o calor gerado por cada uma, sendo-lhes impossível manter a temperatura corporal em dias frios, morrendo de frio. Com 3 a 4 semanas as crias saem do ninho e raramente voltam para o seu interior.
Em juvenis, com 6 a 12 semanas, perdem os pontos luminosos no ângulo do bico, tornando-se auto-suficientes e os pais iniciam os preparativos para uma nova ninhada.
A independência, a agressão dos pais e o início da muda expõem as aves frágeis a doenças. Nesta altura as condições climáticas adversas afectam a saúde nas aves, pois grandes quantidades de energia são dispendidas e que são necessárias a primeira muda.
Reprodutores
- Machos. São mais susceptíveis aos efeitos do mau tempo quando iniciam a corte as fêmeas pois uma hormona sexual é libertada na corrente sanguínea, enfraquecendo o sistema imunitário. Machos fracos são aves menos capazes de gerar o seu próprio calor e embolando-se no esforço de tentarem isolar o carpo do frio. Este espaço de tempo prolongado enfraquece ainda mais a ave e se a situação se prolongar, morrem.
- Fêmeas. Sensíveis durante a produção e postura dos ovos, estando mais em risco na segunda postura se ainda estiverem a alimentar as crias da primeira. A fêmea fica mais susceptível a partir que escolhe o ninho e acasala com o macho, dispensando muita energia produzindo os ovos. O clima quente no habitat natural preserva os seus níveis de energia enquanto que num ambiente aberto, expostas a flutuações de temperatura e humidade, esgotam essa energia, causando dificuldade na postura e resistência a doenças.
IDENTIFICAR INDIVIDUOS FRACOS
Estabelecendo pares reprodutores raramente se encontram doenças contagiosas pois o seu nível de saúde e criação é testado e provado durante a adolescência e na primeira criação. A maioria dos problemas surge em aves fracas e velhas que são incapazes de criar. A correcta selecção de aves reprodutoras é essencial.
- Machos embolados e que pouco cantem depois de criar quando o tempo não é muito quente devem ser reconhecidos como aves fracas até prova e contrario. Machos que criem a primeira vez deve ser dada uma segunda hipótese pois podem tornar-se bons criadores na próxima época de criação. Os jovens machos que se vão abaixo devem ser postos de lado ate completarem a próxima muda. Dever ser retirados se falharem as criações seguintes.
- Fêmeas devem criar bem depois da primeira muda pois deverão ser fêmeas fortes. Fêmeas fracas não devem ser usadas na criação. Fêmeas novas que falhem durante a primeira postura devem ser consideradas fracas e devem ser retiradas da criação.
PREVENÇÃO DE DOENÇAS
Deve ser um processo contínuo para assegurar bons resultados e deve ser feito regularmente para controlo de parasitas internos, coccidiose, ácaros e piolhos.
- Ácaros e piolhos atacam progenitores debilitando-os e forçando abandono da ninhada e a morte das crias. O piolho vermelho é o pior pois suga o sangue ás aves durante a noite e esconde-se nas frestas e lugares escondidos nas gaiolas, devendo ser controlados em épocas quentes.
- Parasitas internos são causa de mau desenvolvimento e doenças em juvenis e adultos.
- Coccideose tem maior incidência em tempo quente e húmido
Prevenção de doenças nos juvenis
Evitar sobrepovoamento das gaiolas pois desencadeiam factores que fragilizam as aves, a muda é uma fase critica sendo necessário um cuidado constante. Os juvenis devem ser colocados em gaiolas próprias para o efeito, reduzindo o stress, proteger as aves de problemas relacionados com a separação dos pais e de modo a evitar a propagação de qualquer doença que possa surgir. Gostam de estar com os da sua idade e passam o tempo juntos, favorecendo emocionalmente a ave do stress da separação. Sobrepovoamento, competição por comida, agua e poleiro, agressões dos mais velhos, enfraquecem a ave que fica exposta a vírus como E.coli, coccidiose que se espalham rapidamente, pela água, comida e fezes. Ate atingirem a plumagem adulta, são aves em risco.
DIAGNOSTICO DE DOENÇAS
O correcto diagnostico de doenças pode por vezes ser difícil, a observação das fezes da aves pode indicar um potencial problema, a sua coloração, consistência, cheiro, …
O uso de antibióticos deve ser restrito ao tratamento só de aves doentes pois o seu uso indiscriminado pode prejudicar futuros tratamento em vez de beneficiar.
Quando nos deparamos com uma ave doente qualquer tratamento é ineficaz se a ave não comer nada em 24H, pelo que uma observação/detecção precoce é necessária. Aos primeiros sintomas é necessário remover a ave para uma gaiola-hospital, aquecida a 28-30 graus, e estimular o apetite, electrólitos e glucose na água para ajudar a hidratar e dar energia, pois basta a ave beber para que os seus níveis de energia aumentem e esta se comece a alimentar. Só ai se pode tratar a ave correctamente. Os sintomas podem ser:
- Olhos semi-cerrados
- Inactividade, para poupar energia e normalmente perto da comida
- Alteração de cor
- Penas eriçadas
- Fezes alteradas
- Respiração pesada com bico entreaberto e balanço da cauda
- Aspecto de desconforto
FEZES
Tamanho – bom indicador de saúde na ave, fezes finas e bem formadas. Fezes grossas podem indicar stress contínuo, tipo tempo frio, sobrepovoamento, sendo necessário corrigir rapidamente esses problemas.
Cor – A alteração de cor pode indicar vários problemas.
Fezes esverdeadas podem ser devido a muita verdura, ave a comer menos, doença de fígado e intestino ou má utilização de medicamentos
Fezes amarelo mostarda indicam problemas de digestão.
Fezes claras indicam doença grave, obstrução da moela devido a comer muito grit ou areia, bloqueio intestinal por bactérias e falta de alimentação.
Fezes brancas indicam que a ave necessita tratamento imediato
Fezes negras indicam hemorragia no intestino resultante de bactérias
Fezes amarelas indicam doença severa no fígado
Fezes sanguinolentas podem ser causadas por fome, obstrução, desidratação, mau uso de antibiótico, normalmente nada há a fazer, a ave morre
Fezes castanhas indicam diarreia, má higiene da água ou sementes
Ventre sujo -Pode indicar doença grave, as penas sujas devem ser limpas pois podem acumular sujidade e impedir a aves de defecar.
Cheiro – por vezes um cheiro doce, cheiro a “galinha” indica doença pois numa ave saudável as fezes não tem cheiro.
Diarreia – fezes aquosas podem ocorrer em aves com sede excessiva. Infecções bacterianas, calor, algumas vitaminas ou medicamentos podem produzir fezes aquosas. Coccidiose produz diarreia com cheiro, sementes por digerir nas fezes resultam de pobre absorção de nutrientes em aves doentes que emagrecem e morrem, podendo ser devido a bactérias, tal como “cochlosoma”.
PERDA DE PENAS
Cabeça – pode ser causado por problema hormonal ou desequilíbrio na alimentação, problemas de comportamento ou infestação de fungos ou ácaros. No fim da criação pode surgir nas fêmeas na muda logo antes de estar na fase de criação se acasalada forra da época. As aves podem estar hormonalmente confusas devido a má luz artificial e temperatura.
Á volta dos olhos – sinal de sinusite, conjuntivite ou lesão na córnea. Inclui causas de bactérias, fungos, parasita sanguíneo e infecção por ácaros.
Asas ou cauda – muda anormal devido a frio durante a muda, deficiência nutricional ou doença e infecção por Polyomavirus.
PATAS E DEDOS
Estes problemas são extremamente stressantes para as aves pois o inchaço dos dedos ou pata pode estar relacionado com picada de mosquito, danos causados pelo material do ninho, sementes contaminadas.
BICO ANORMAL
Um bico longo e deformado em aves juvenis é um sinal de Polyomavirus, uma cor pálida do bico indica falta de vitaminas, parasita sanguíneo ou Polyomavirus.
ARRANHÕES NO BICO
Esfregar o bico num ramo é uma coisa normal num Diamante de Gould mas excessivamente ou abanar muito a cabeça indica infecção das vias aéreas ou da boca. Pode ser uma deficiência de vitamina A.
OLHOS
Descarga ocular é normalmente acompanhada de esfregar o bico num ramo, provavelmente conjuntivite, que pode ser derivada a outras causas, vírus, infecções, deficiência ou excesso de vitaminas, stress, ou ferida no olho.
DIFICULDADES RESPIRATÓRIAS
A ave respira abrindo o bico e fazendo um som tipo “clik” cada vez que respira pode indicar ácaros das vias aéreas, não sendo a mortalidade elevada. O piolho vermelho pode causar algum distúrbio respiratório bem como anemia e tem alta mortalidade.
Tossir ou espirrar acontece quando existe infecção bacteriana na garganta, estas aves permanecem inactivas e emboladas. Também pode ser por fungos ou bactérias e neste caso a ave esta activa e alerta.
AVE MAGRA
Existe uma perda progressiva de peso e a ave esgota as suas reservas de energia. Pode ser derivado a Coccidiose, E.coli, Salmonela e infecções por fungos, doenças que afectam o apetite e a absorção de nutrientes. Parasitas sanguíneos também podem causar uma perda de peso progressiva.
VOMITAR
Indica problemas digestivos ou por vezes envenenamento.
CABEÇA A TREMER E BALANÇAR
Indica stress, falta de vitamina E, luz artificial demasiada, fome, envenenamento ou infecções virais.
SINTOMAS NA CRIAÇÃO
Morte no ovo e infertilidade
Podem estar relacionados com bactérias ou baixo nível de proteína na alimentação. Infecções por Salmonela ou Ornithosis também são causas.
Morte das crias
Infecção por E.coli ou Campylobacter , pobre incubação dos pais devido a doença , tempo frio ou problema nutricional. E.coli produz fezes liquidas e ninhos sujos, a morte ocorre no 3 primeiros dias de vida. Campylobacter causa diarreia abundante e elevada mortalidade. Candida faz com que o papo das aves tenha muito ar.
Morte nos juvenis
Normalmente é a Coccidiose a principal causa de morte nas aves, atacando primeiro as mais fracas. Morrem muitos juvenis durante a muda por estarem mais frágeis. E.coli, Campylobacter, Candida, Cochlosoma, tricomonas e ornitose, são as doenças mais comuns nesta fase. Problemas nutricionais surgem nesta fase.
DOENÇAS E DESORDENS
AFLATOXICOSIS
A ingestão de comida estragada ou contaminada com fungos é a causadora. As aves ficam mais quietas e com sinais de perca de peso, penas eriçadas e embolam junto da comida, fezes grossas e verde escuras e com fraca consistência. Não existe tratamento.
CAMPYLOBACTER
A principal causa é o stress por sobrepovoamento, má nutrição e genes fracos. Aves adultas são portadoras e transmitem a doença para as crias. Grande mortalidade no ninho com fezes amarelas, juvenis inactivos, muda demorada ou anormal, diarreia amarela ou sólida tipo “pipoca”, perca de peso e elevada mortalidade. No adulto apatia e falta de vitalidade, muda anormal, diarreia amarela ou sólida tipo “pipoca” e perca de peso. Tratamento durante a criação e muda, durante 3 dias por mês como protecção.
COCCIDIOSE
Doença frequente em condições húmidas, aviários sujos, temperaturas flutuantes, outras doenças má nutrição ou aves fracas. Raramente aparece em aviários secos e higiénicos. Doença comum e fatal entre as aves pois pede a absorção de nutrientes. Crias e juvenis são mais sensíveis pois ainda não desenvolveram defesas contra esta doença. Os sintomas incluem fezes liquidas escuras e com cheiro, depressão severa, aspecto embolado, perda de peso. Estes sintomas desaparecem 3 dias após tratamento que consiste em usar medicamento adequado.
E.COLI
Comuns em aviários exteriores e causa elevada mortalidade. Causa enterite, infecção sanguínea. Resulta de fracas condições de higiene. Pode ser introduzida no aviário por uma ave portadora, roedores ou insectos. Causa letargia e fezes líquidas largas e verdes. Tratamento com “Sulfas” e “trimethoprime” devem ser usados como primeiro tratamento em aves em aviários exteriores. O tratamento deve restringir-se a aves doentes colocadas numa gaiola hospital e com o tratamento na água. O aviário deve ser bem limpo e dar bastante agua limpa as aves.
MEGABACTERIA
Ocorre normalmente em mutações e raramente os normais são afectados, devendo-se essa causa a genes fracos e com fraca resistência a doenças. É uma doença oportunista que ataca aves fracas. Os sintomas são apetite exagerado, fraqueza e distúrbios metabólicos, perca de peso, ave embolada e tremula, sentada junto a comida e parecendo comer e vomitar, sementes sem serem digeridas nas fezes, aves com sistema nervoso afectado demonstrando falta de capacidades, fêmeas com problemas de e na postura.
Estas aves podem sobreviver durante muito tempo, morrendo facilmente durante o tempo frio. È curada através de selecção de aves resistentes à doença. Normalmente é usada “amphotericin” no tratamento mas infelizmente causa danos nos rins e infertilidade.
ACAROS E PIOLHOS
Originam fracos resultados na criação das aves. Causam graves irritações nas aves, são sensíveis à luz, movem-se rápido e são difíceis de encontrar.
Piolho vermelho – parasita externo que morde na pele da ave e suga o sangue das crias e dos pais causando irritações e anemia. Escondem-se nas fendas das gaiolas, poleiros e ninhos e saem durante a noite. O seu tratamento deve ser durante o dia para evitar que saiam do seu esconderijo. Podem causar problemas respiratórios, depressão, anemia e perda de ninhadas, juvenis e adultos.
Ácaros das vias aéreas – parasita interno que vive no sistema respiratório das aves causando irritação e infecções respiratórias. Pode causar dificuldades respiratórias e morte nas crias e adultos se for grave. Os sintomas são desde espirrar a descarga nasal, perda de voz, etc. O tratamento consiste em “invermectina”, composto do “PULMOSAN” , durante 2 dias, durante 3 semanas que é o ciclo de vida do parasita. Se a ave já estiver num estado avançado ao aplicar o tratamento deve-se ter cuidado pois se for muito forte mata muitos parasitas e que acabam por matar a ave por asfixia, sendo o ideal um tratamento cuidado e progressivo.
ORNITHOSIS
As mutações são as mais afectadas devido a sua genética. É causa comum de infertilidade associada a morte no ovo, morte das crias e maus resultados de criação. Aves criadas em aviários exteriores mostram uma maior resistência a doença. Os sintomas são letargia, ave embolada, olhos semi-cerrados e com descarga, conjuntivite, espirros. Possível causa de morte súbita nas aves e causa de maus resultados em aves que anteriormente criaram bem. O seu tratamento requer algum cuidado com medicamentos apropriados com “doxycycline” pois pode causar infertilidade.
POLYOMAVIRUS
Doença que causa danos permanentes no sistema imunitário das aves e é uma doença que surge na altura da criação. Aves jovens tornam-se portadoras e com saúde frágil. Mutações são as mais afectadas especialmente o azul. Os sintomas nas crias são morte súbita no ninho de crias de qualquer idade, crescimento lento, anemia e rejeição por parte dos pais e nos adultos aves pálidas, bico alongado, falha de entrar na condição de criação, falta de vitalidade, infecções comuns. O seu tratamento consiste na eliminação de aves portadoras e melhoria da alimentação e eliminação de factores de stress.
SALMONELAS
Doença grave nos Goulds e difícil de erradicar, devendo-se identificar aves portadoras pois essas aves contaminarão gerações futuras e mesmo o uso de medicamentos mais fortes são ineficazes para curar aves cuja genética é susceptível. Fêmeas em que ocorram muitas vezes a morte no ovo devem ser evitadas. As aves criadas em aviários exteriores são mais resistentes. Os sintomas são variados e demoram semanas a manifestar-se. Nas crias causa morte em 1 a 5 dias, pele avermelhada e desidratação. Nos juvenis, olhos aquosos, descarga nasal, conjuntivite, ventre sujo, perca de peso, disfunção neurológica e dificuldade em voas. Deve ser assumida como doença ou morte súbita nas fêmeas durante a criação quando existem ratos no aviário ou local de armazenamento da comida. O tratamento com “enrofloxacina” é o primeiro tratamento e administra-se à totalidade das aves durante 10 dias consecutivos.
STREPTOCOCCAL
As aves mais fracas estão mais expostas, causa infecções nos olhos, infertilidade e morte, podendo surgir em sobrepovoamento e aviários sujos. Os ninhos devem esta secos e sem cheiros. Juvenis e mutações são mais sensíveis à alimentação com baixo nível de proteína, hidratos de carbono, minerais e vitaminas, stress do frio, ácaros e ambiente poeirento. São infecções associadas a outras como polyomavirus. Pode ser erradicada se eliminados os ácaros e piolhos, poeiras e com suplementação de vitamina A. Os sintomas são súbito adoecimento do macho durante a corte ou depois, infecções uterinas nas fêmeas em criação, morte súbita no ninho ou no ovo, crescimento lento e morte, irritações cutâneas e nas patas, aparecimento de problemas respiratórios e enterites. O tratamento consiste em medicamento derivado da penicilina administrado na água das aves doentes, em gaiola-hospital. O tratamento só deve incidir sobre as aves doentes.
CANDIDIASE
Infecções no aparelho digestivo impedindo a ave de digerir as sementes, atinge aves sob stress e deficiência de vitamina A, surge com falta de higiene, uso descontrolado de antibióticos, sendo que aves fracas geneticamente são mais sensíveis. Nas crias causa fermentação da comida no papo devido a este não esvaziar, criando ar no seu interior. As aves têm um crescimento lento, ficando desidratadas e morrendo com o papo cheio de ar. Produz úlceras na boca, papo, estômago e moela, logo a ave alimenta-se menos, perde energia e embola. Fezes verde-escuras, pegajosas e com sementes por digerir. O tratamento consiste em aliviar os sintomas com medicação própria mas só desaparecem no fim de eliminar a causa, E.coli, Ornithosis, Polyomavirus, coccidiose.

COCHLOSOMA
Os goulds são altamente sensíveis pois o seu sistema imunitário não evoluiu nas suas defesas à doença. Aves que recuperaram mantêm infectadas para a vida. Causa elevada mortalidade incluindo em aves criadas por bengalins que são imunes mas transmitem a doença. Nas crias causa crescimento lento, pele vermelha, elevada mortalidade e observam-se sementes por digerir nas fezes. Nos juvenis há perda de peso, aves emboladas, dificuldade na muda, sementes por digerir nas fezes. Nos adultos, aves emboladas, dificuldade em entrar em estado de reprodução, alterações de tonalidade nas penas e nas fêmeas o bico fica pálido e os machos deixam de cantar. O tratamento consiste em “Ronidazole” 2 a 3 dias por semana para controlo. As aves que recuperam são portadoras, sendo que os adultos tratados em juvenis desenvolvem resistência a futuras infecções.
PARASITAS INTERNOS
Surge com maior incidência em aves que ingerem insectos. Roubam os nutrientes, enfraquecendo a ave causando a morte por obstrução da moela. Aves mantidas em aviários exteriores devem ser tratadas regularmente pois comem insectos. Aviários com muitas plantas representam riscos acrescidos. Os Gould não necessitam de alimento vivo, logo não são directamente afectados. A falta de absorção de nutrientes causa perda de peso, má plumagem, anemia, ficando susceptíveis a enterites, e outros vírus. Pais infectados rejeitam as crias. Em estado avançado causa obstrução do intestino, perda de peso, diarreia e morte. Não se propaga nas aves necessitado de um terceiro hospedeiro, formigas, insectos. O tratamento requer controlo de insectos e tratamento a base de “Piretrina”.


Depois de muitos dias de trabalho finalmente conclui o artigo. Poderia estar melhor mas foi traduzido parcialmente de um livro em Inglês: A Guide to ... Gouldian Finches and their mutations" edição ABK Publications, 2005.

sábado, 7 de junho de 2008

video Goulds


Goulds a comer espiga de painço

quinta-feira, 5 de junho de 2008