domingo, 13 de dezembro de 2009

Criações 2010

Este ano não está a começar muito bem... Estão a morrer passaros com 2-3 dias e os bengalins não andam a colaborar como deviam. Ovos por galar em grande percentagem...

sábado, 21 de novembro de 2009

Mandarim de Timor

O Mandarim de Timor não é mais que uma sub-espécie da raça australiana, Diamante Mandarim, no entanto e apesar de espécies distintas, em muitos aspectos poderiam ser considerados outra espécie, sendo considerados espécie diferenciada, tratando-se nada mais que uma versão menor do mandarim Australiano.
Machos: os machos do Mandarim de Timor tem uma pequena barra no peito e na garganta quase que desapareceu, em comparação com o Mandarim australiano. Entre o bico e a garganta as listas estão completamente ausentes, o canto é também maior e mais rápido, sendo o peso da ave de aproximadamente 10.5gr.
Fêmeas: de porte igual aos machos mas de cor cinza mais escura que as fêmeas do mandarim australiano.

Dieta
A mistura é idêntica à mistura normal para exóticos, tendo estas pequenas aves uma preferência para as sementes menores da mistura e podendo deixar de lado o milho alvo branco grande da mistura. Papa de ovo, verdura e sementes germinadas bem como grit e casca de choco são apreciadas por esta ave.
Criação
O Mandarim de Timor tem um temperamento idêntico ao do primo australiano. Precisam de uma caixa para o ninho, que vão encher com praticamente o que encontrarem sendo que fibra de coco e penas permitem as aves testar as suas habilidades de tecelagem para a construção de ninhos bastante elaborados. O ninho é cheio até ao buraco de acesso para assim as aves possam manter vigiada as imediações do ninho. A postura média é de cerca de 5-6 ovos incubados durante 12 dias. Os jovens permanecem no ninho aproximadamente 18 dias, cinzentos e com o bico preto. Muitos dos machos já vão mostrar algumas marcas no peito e até mesmo um traço ocasional de laranja na bochecha, tornando-se independentes após 14-21 dias. Reproduzem-se facilmente em gaiola ou viveiro, individualmente ou em colónia se bem que em colónia é preferível pois será interessante observar o seu comportamento e para as aves escolherem o seu par. 3 casais em viveiro será o ideal. São pacíficos e dão-se bem na maioria das colónias mistas sendo aves muito hiperactivas e sendo de pequeno porte devem será tratados como tal, não como mandarins normais, não querendo dizer que não sejam resistentes mas são um bocado sensíveis a temperaturas mais baixas e são mais susceptíveis de adoecer.
A sobrelotação da colónia deve ser evitada pois as crias são abandonadas mais rapidamente e poderão ainda não estar completamente independentes.
Notas:
O mandarim de Timor não deve ser alojado com o Mandarim Australiano na época de reprodução pois facilmente cruzam-se entre eles e perdem as suas caracteristicas originais.
Mutações:
Não são conhecidas de momento o que não significa que poderão surgir, pelo cruzamento com o mandarim normal.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mandarins de Timor

Por troca com um amigo, arranjei 3 casais de Mandarins de Timor. Nunca criei com esta espécie antes, vou ter de pesquisar e depois transmitir o que aprendi!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Genética do Diamante de Gould, cores da cabeça

Variação da cor da cabeça
O diamante de Gould tem três cores de cabeça: vermelho, laranja e preto (note-se que é normal as fêmeas terem bastantes penas pretas na cabeça mesmo não sendo de cabeça preta).


A cabeça vermelha tem o factor dominante ligado ao sexo, então os machos poderão ser de factor duplo, FD ou de factor simples, FS e ser visível enquanto as fêmeas nunca poderão ser.
portadoras.
A cabeça preta é recessivo ligado ao sexo, então os machos poderão ser de factor duplo, FD e mostrar ou de factor simples, FS e serem portadores não mostrando a cabeça preta, enquanto as fêmeas são unicamente de factor simples, cabeça preta e nunca portadoras.
A cabeça laranja é recessiva autossomica, o que necessita que pelo menos um dos indivíduos seja portador do gene vermelho para que o laranja seja visível. Se dois genes laranja estão presentes e nenhum gene vermelho, e em vez disso o gene preto, a ave irá ter cabeça preta com o pormenor de o bico ter a ponta laranja, o que ocorre devido uma ave ser geneticamente de cabeça laranja mas não consegue mostra-lo devido ao gene laranja depender do gene vermelho para se mostrar. Ambos, macho e fêmea, podem ser portadores de gene laranja.

O Z e o W referem-se a cromossomas sexuais das aves, assim como o X e o Y são para os humanos, então será o macho homozigótico, ZZ e a fêmea heterozigótica ZW.


















segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Genética do Diamante de Gould, cores do peito

Variação da cor do peito


Nos Goulds são reconhecidas como cor do peito 3 cores, roxo, lilás e branco. Normalmente são entendidas como variações de um único gene (alelo da cor do peito)







Peito roxo , PR, tem o gene autossomico dominante( sobre o branco e o lilás), logo tanto machos como fêmeas podem ser de factor duplo, FD ou factor simples, FS e mostrar esse gene. Nunca um Gould poderá ser portador do gene e não o mostrar, podendo ocorrer em qualquer combinação de cor de cabeça ou corpo.






Peito Lilás (PL) é um gene autossomico recessivo para o peito roxo mas dominante para com o peito branco. Para uma ave mostrar o peito lilás tem de ser factor duplo para peito lilás ou factor simples para peito lilás portador de peito branco e factor simples para peito roxo. Sendo factor simples para peito lilás e factor simples para peito roxo, resulta em peito roxo portador de lilás. O peito lilás pode ocorrer em combinações com qualquer cor de cabeça ou corpo excepto em machos diluídos e pastéis pois tal coloração já é causada pela presença do gene peito roxo.


Peito branco, PB, autossomico recessivom para o peito roxo e lilás, logo tanto machos e fêmeas podem ser de duplo factor e mostrar o gene peito branco ou ser factor simples e ser portador do gene peito branco e não o mostrar. Nenhuma ave de peito branco pode ser portadora de peito roxo ou lilás. O peito branco pode ocorrer em qualquer cor de cabeça , excepto em machos diluídos e pasteis em que essa coloração é causada pela presença do gene peito roxo.

Devido a apenas dois genes de peito branco estão presentes no genoma, um único Gould não pode ser portador de mais do que 2 ou 3 alelos para cor de peito, é impossível um Gould ter peito roxo e ser portador dos alelos lilás e branco.

O C representa a cor de peito








Genética do Diamante de Gould, cores do corpo

Cores de corpo


O Diamante de Gould tem uma grande variedade de cor, aparecendo o macho com seis cores de corpo e a fêmea com quarto cores de corpo.

Machos:
- Verde
- Diluído
- Amarelo
- Azul
- Pastel
- Prata
Fêmeas:
- Verde
- Amarelo
- Azul
- Prata


De notar que certas cores do corpo influenciam a cor da cabeça, o gene amarelo influencia a coloração preta e o gene azul que suprime a cor vermelha e amarela.








Cor Verde, tem o gene ligado ao sexo mas é dominante incompleto para com o amarelo (que também tem o gene ligado ao sexo) O corpo verde é dominante para com o azul (que é autossomico).
Devido a ter o gene ligado ao sexo os machos podem ser de factor duplo, FD e factor simples, FS, para o corpo verde (sendo o outro factor amarelo) enquanto as fêmeas são unicamente de FS. A cor verde do corpo combina com qualquer cor de cabeça ou peito mas nos machos de FS verde/amarelo e de peito roxo a cor do macho aparece diluída, se ele for de FS verde (ou FS amarelo) e peito branco ou lilás, a cor do macho é amarelo. Isto ocorre devido a cor do corpo é influenciada não só pelo cromossoma sexual mas também pelo autossomico da cor do peito (e corpo azul). Num macho de peito branco FS amarelo pode ser considerado portador de corpo verde pois a ave é amarela mesmo tendo o gene verde.










Corpo amarelo,tem o gene ligado ao sexo que é dominante incompleto para o corpo verde (também com o gene ligado ao sexo). O amarelo é dominante para com a cor azul (autossomico), mas tendo o gene ligado ao sexo os machos podem ser de FD ou FS para o amarelo sendo o outro factor verde. As fêmeas são unicamente de FS verde.O corpo amarelo pode ocorrer com qualquer cor de cabeça ou peito, sendo que os machos de FS amarelo e FS verde e peito roxo tem a cor diluída e se for de FS amarelo (ou FS verde) com peito lilás ou branco será amarelo. Esta alteração ocorre devido não só a cor do gene ligado ao cromossoma sexual mas também devido ao gene ligado a cor do peito (e cor azul). O gene amarelo suprime a cor preta da ave logo em áreas cobertas por preto, em aves verdes, a cor passa a branco. Por isso as aves de cabeça preta amarelas são brancas na cabeça.





Diluídos, resulta da combinação do gene amarelo(Z) e do gene verde(Z) numa ave de peito roxo, sendo necessária a presença dos dois cromossomas para isto acontecer e que tendo dois genes (ZZ) terá de ser um macho. Nunca uma fêmea pode ser diluída. O único gene amarelo entra em conflito com o verde e aparece no final uma mistura das duas cores sendo que se trata de uma cor dominante incompleta. Nunca ocorre em machos de peito branco mas uma ave pode ser portadora de peito branco. Como o gene amarelo suprime o preto e o verde afecta o amarelo, as aves adquirem um tom cinza onde seriam pretas.



Azul, gene autossomico recessivo, logo tanto machos e fêmeas podem ser de FD e serem azuis, como de FS e serem portadoras de outro gene para corpo azul. As aves só aparecem em azul quando tem um gene verde, cromossoma sexual, (oposto ao amarelo) e são FD para o gene de corpo azul. Esta cor de corpo surge em qualquer combinação de cabeça e peito, sendo que o azul suprime o vermelho e laranja da cabeça e o amarelo da barriga. Uma ave de cabeça vermelha ou laranja surge com a cabeça em tom de salmão e a barriga amarela em branco.





Pastel, resulta da combinação entre o gene amarelo e verde (Z) ligado ao sexo e o FD azul, em aves de peito roxo, sendo estas aves todas do sexo masculino. As fêmeas nunca podem ser pasteis.
A cor surge apenas em aves de peito roxo, que poderão ser portadoras de peito branco, pois em aves de peito branco corpo será prata. Devido ao gene amarelo suprimir a cor preta e o verde alterar a cor amarela, as áreas normalmente pretas serem de cor cinza assim como a cabeça. Como o gene azul suprime o gene vermelho e laranja essa cor passa a salmão e também o amarelo passa a branco.




Prata, ocorre na combinação do gene amarelo com o gene azul, sendo que aves geneticamente amarelas e de corpo azul aparecem com a cor prata, Factor Simples Corpo Amarelo com FD azul surge apenas no macho de peito branco que em outro caso, peito roxo, seria pastel. Devido ao gene amarelo suprimir o preto e o gene azul suprimir o vermelho, laranja e amarelo, o corpo adquire uma tonalidade quase branca sendo que o roxo do peito não é afectado, de modo que para ter uma ave praticamente branca , é necessário ter cabeça preta, peito branco e corpo amarelo. Os machos devem ser FD amarelos para se conseguir um brilho mas em tom prateado.











































































sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Genética do diamante de Gould, Cor da cabeça

Base genética do cruzamento do Diamante de Gould, relativamente à cor da cabeça, principio básico na criação desta bela ave.










































































quarta-feira, 26 de agosto de 2009